Apresenta:
 

Ícones da literatura prestigiam o penúltimo dia do Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens

O último fim de semana do 11º Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens começou movimentado. No sábado, dia 20, centenas de crianças, pais e professores chegaram cedo ao Centro Cultural da Ação da Cidadania para prestigiar os primeiros acontecimentos do dia.

O ilustrador Odilon Moraes esteve no Espaço de Leitura para lançar "O Guarda-Chuva do Vovô”, escrito por sua esposa, Carolina Moreyra (eleita pela FNLIJ a Escritora Revelação de 2009) e desenhado por ele. A história sensível, vencedora do prêmio FNLIJ de Melhor Livro, induz o leitor a uma reflexão sobre a importância do que o texto e a ilustração têm a dizer. “Quem só lê as palavras ou quem só vê a ilustração entende meia história”, acredita Odilon.

Em seguida, O Espaço de Leitura recebeu o escritor Rogério Andrade Barbosa, que lançou o livro “Pigmeus - Os Defensores da Floresta”. Rogério leu sua obra e conversou com as crianças sobre a lenda dos pigmeus. O lançamento contou com a participação especial do ilustrador Jô Oliveira, que desenhou um pigmeu com a cara do autor da história. Para Rogério, a chance de encontrar colegas de trabalho é um dos pontos altos do Salão FNLIJ. “Para nós autores, não tem nada melhor do que falar com as crianças e encontrar nossos colegas de várias partes do Brasil”. 

Na Biblioteca para Crianças, Rui de Oliveira lançou dois livros inusitados. “Uma História de Amor sem Palavras” e “Max Emiliano” não têm textos e ilustram de forma delicada temas como amor, mitologia e astrologia. Rui aproveitou a ocasião para dar um recado. “Os pais devem prestar atenção para ver se a criança quer falar alguma coisa através do desenho”, disse o autor, que confessou não ter muito jeito para falar com o público infantil. “Sou muito tímido”.

Os destaques do dia foram os encontros com Heloísa Seixas e Ruy Castro e o lançamento de “O Monstro da Lagoa de Abaeté”, de Carlos Heitor Cony e Anna Lee, na Biblioteca para Jovens. Heloísa falou sobre sua paixão por histórias de terror e de sua inspiração para escrever livros como “Frenesi”. Já Ruy Castro contou detalhes sobre seu título “Era no Tempo do Rei” e comentou a importância de não menosprezar a inteligência do público infantil e juvenil. Para ele, a presença de autores da nova e da velha geração no Salão FNLIJ é fundamental para a formação de jovens leitores. “É muito enriquecedor. Mesmo que as crianças não estejam prestando muita atenção, um dia vão se lembrar de que estiveram aqui com um sujeito falando uma coisa que vai ser importante na vida delas”.

Cony, jornalista, escritor e membro da Academia Brasileira de Letras, e Anna Lee, jornalista e doutoranda em Literatura Brasileira, lançaram o “Monstro da Lagoa de Abaeté”, segunda obra da série “Duda, Jacaré & Cia.”, com histórias das aventuras, espionagens e experiências de um grupo de jovens. O primeiro livro da série, “As Rapaduras são Eternas”, foi lançado no ano passado. A dupla também publicou outra série juvenil, intitulada “Carol e o Homem do Terno Branco”. Cony comentou como é bom escrever a quatro mãos, quando há sintonia entre os autores. “Escrever a quatro mãos é muito melhor, porque podemos trocar ideias, complementar um ao outro”, Anna Lee falou ainda sobre a importância do Salão para formação de leitores. “O aprendizado acontece pelo ato da leitura”.

No último lançamento do dia na Biblioteca para Crianças, Eliane Pimenta lotou o espaço para falar do seu “O Bicho-Medo e seu Segredo”, ao lado do ilustrador Mateus Rios. Eles brincaram com crianças e adultos, que participaram animadamente do processo criativo de Mateus, que desenhou um “bicho-medo”. Em seguida, Luciana Savaget promoveu mais um encontro divertido ao narrar suas histórias “das Arábias” e tirar as dúvidas dos visitantes.

Os ilustradores Rui de Oliveira e Renato Alarcão fizeram performances no Espaço de Leitura e falaram sobre a capacidade que o desenho tem de expressar as coisas que se quer dizer. Rui contou para as crianças que estava fazendo um desenho baseado no livro “Uma história de amor sem palavras”, que acabara de lançar. Entre os livros ilustrados por ele, estão “A Formosa Princesa Magalona”, “O Príncipe Triste”, “O Vento” e “Língua de Trapos”.

Já Renato disse que estava deixando o desenho tomar conta dele e continuou traçando linhas que o levaram a criar uma menina lendo um livro em cima do rabo de um dragão. Renato, que já ilustrou livros como, “O herói e a feiticeira”, “ABC do Mundo Judaico”, “O Dragão que Roubou o Sol” e “Meu avô inventor”, entre outros, explicou que era um desenho para uma história que ainda vai ser escrita – a de uma heroína que quer escrever um livro de receitas de dragão. Ele se disse orgulhoso pelo fato de os ilustradores brasileiros serem cada vez mais respeitados no país e no exterior e saiu do Salão FNLIJ carregado de novos títulos. “Comprei muitos livros, encontrei muita coisa bonita”, afirmou Renato.

Para fechar o dia, também no Espaço de Leitura, Guto Lins lançou a coleção “Que Fome” e leu os três títulos que compõem a obra: “Chovendo na Horta”, “Prato Feito” e “Salada de Frutas”. Segundo Guto, as divertidas narrativas que brincam com os nomes dos alimentos foram escritas nesta ordem, pois é “a ordem que a gente come”. Apesar de cansadas das atividades ao longo do dia, as crianças presentes se mostraram animadas e interagiram com o autor até o fim.  

 

 

 



::: PARCEIROS :::